Chakras e energia sutil: o fluxo presente

Você pode não ter ainda consciência disso, mas não somos constituídos apenas por corpos físicos


Agnes Lutterbach


No livro “A Bíblia dos Chakras”, de autoria de Patricia Mercier é apresentado que à nossa volta existe um campo de energia eletromagnética pulsante que é descrito como uma aura semelhante ao arco-íris ou como um corpo de luz brilhante. Esse campo de “energia sutil” interage com nosso corpo físico ao fluir por espirais concentrados de energia. Na prática do yoga, esses centros espiralados de energia são conhecidos como chakras, palavra sânscrita que significa “rodas de luz”.


Há sete chakras principais, além de diversos chakras secundários, que interagem com as glândulas endócrinas e com o sistema linfático do corpo, introduzindo continuamente boa energia e descartando a energia não desejada. É de importância vital para a nossa saúde geral e para a prevenção de doenças que saibamos nutrir nossos chakras de maneira correta.


Os corpos sutis são: Corpo Etérico (ou etérico inferior), Corpo Emocional (aspecto emocional inferior), Corpo Mental (aspecto mental inferior) [esses estão dentro do plano físico]; Corpo Mental Superior (esse dentro do plano astral); Corpo Espiritual (modelo etérico), Corpo Causal (corpo celestial), Corpo ketérico/Eu Verdadeiro (aspecto mental superior) [esses três estão dentro do plano espiritual).


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É possível aprender sobre os chakras


A instrutora de yoga Carolina Terra oferece no Riserva Zen aula focada nos chakras onde em cada uma delas cada um dos sete chakras principais é trabalhado, priorizando as posturas que trabalham cada um, com exercícios respiratórios e meditações e também é possível aprender sobre energia sutil


“Tudo é composto por energia, a matéria é energia condensada, o que se chama de energia sutil é a energia que não podemos enxergar e perceber tão facilmente. Segundo a filosofia do yoga, temos 3 corpos - físico, sutil (mente) e causal (espírito), esses corpos são divididos em 5 camadas , onde cada camada vibra em uma frequência diferente: annamayakosha, o corpo físico, a camada mais externa e densa, que é possível ver e tocar, pranamayakosha, o corpo energético, mais sutil, associado à energia vital (prana), manomayakosha, o corpo mental, relacionado aos pensamentos e emoções, vijnamayakosha, ou corpo intuitivo, relacionado à sabedoria e anandamayakosha, o corpo causal, que dá origem aos outros corpos, formado por qualidades como: contentamento, paz interior e plenitude”, ensina.



Os chakras influenciam nossa vida e é importante mantê-los alinhados


“Temos no nosso corpo canais de energia, chamados de nadis, a interseção desses canais geram os chakras, consideramos como principais sete deles, que se localizam ao longo da coluna vertebral. Cada um desses chakras atua em um nível de vibração e influenciam glândulas e órgãos próximos à sua localização, logo, o desequilíbrio dos chakras pode gerar também um desequilíbrio nesses órgãos. Os chakras funcionam como redemoinhos, tudo que se encontra em seu nível vibratório é atraído para dentro dele, processado e expelido novamente. Dependendo de como essa energia é processada pode gerar um desequilibrio nesse chakra e nos aspectos regidos por ele. Os chakras não trabalham individualmente, estão conectados, o desequilíbrio de um pode gerar desequilíbrio em outro”, afirma.

A energia sutil pode ser potencializada pelos chakras e o corpo físico ser influenciado tanto pela energia sutil como pelos corpos sutis


"Uma coisa não pode se dissociar da outra, tudo é interligado, não tem como separar, o corpo físico sofre influência dos chakras e vice-versa. Os chakras influenciam em vários níveis, físico, mental e emocional. Por exemplo, o chakra básico, localizado no cóccix, é o mais denso os chakras, tem relação com os ossos e músculos, pernas e pés, mas também pode ter relação com o que é essencial à sobrevivência, a forma com que nos relacionamos com nossas necessidades básicas, se nos falta o essencial, temos um problema nesse chakra, emocionalmente ele tem relação com sentimento de segurança, medo, estabilidade, solidez, enraizamento, nossa capacidade de concretizar. O manipura, 3o chakra, localizado acima do umbigo, fisicamente rege nossa digestão, o estômago, fígado e intestino delgado. Mas também pode expressar nossa capacidade de realização, nossa auto estima, poder pessoal, força e coragem.
Existem vários aspectos que interferem nos chakras, o que comemos, o que pensamos, como agimos, todos os nossos padrões influenciam e são influenciados pelos chakras. Esse é o grande ponto, o autoconhecimento, conforme vamos observando, levando nossa atenção a um determinado ponto, vamos percebendo as sensações, os sentimentos que surgem, o que nos traz prazer e o que gera repulsa, e assim vamos identificando nossos padrões, nossas tendências e a partir desse conhecimento podemos escolher aceitar o que é preciso e transformar o que é necessário, sendo uma grande ferramenta de transformação na nossa vida”, explica Carolina Terra.




Uma nova forma de olhar a vida


A fisioterapeuta e terapeuta integrativa Andréa Araújo Moraes passou por muitas mudanças desde que teve consciência de seus chakras e começou a desenvolvê-los


“A partir das formações de Reiki em 2006 e Acupuntura em 2008, passei a ter o conhecimento desses centros de energia. No ano de 2003, fui diagnosticada com uma doença inflamatória intestinal crônica, chamada Doença de Cronh, e passei por vários tratamentos alopáticos e energéticos. Eu tive uma estenose, que é uma diminuição de espaço, um fechamento no intestino delgado, próximo à válvula íleo-cecal (coincidentemente ou não, nesta válvula há um mini chakra). Passei alguns anos fugindo do procedimento cirúrgico que resolveria essa questão. Enquanto fazia uso de cortisona, ansiolíticos e ao mesmo tempo, buscava outros caminhos para entender o porquê daquela doença autoimune em mim. Porque eu mesma estava fazendo aquilo com o meu corpo. Em 2010, após a morte do meu pai, resolvi sanar a questão da estenose e passei pelo procedimento cirúrgico, que foi um sucesso, não tinha mais processo inflamatório e me senti abençoada! Mas em 2011 voltei a sentir dores, desconforto na região da cirurgia e pontadas e fisgadas no fígado. Após realizar novos exames de imagem, não havia justificativa para aquelas dores. Foi aí que, um grande amigo de 30 anos de amizade, se ofereceu para me tratar com o Pranic Healing ou Cura Prânica.
Eu era bem resistente, tinha medos e muitos, talvez, de alguma forma, eu intuía que eu teria que mudar o olhar para a vida, e isso dá medo. Mas aceitei, e realmente, a vida mudou! Em poucos meses de tratamento, com esta técnica que basicamente limpa os chakras, desintegrando energias mal qualificadas, formas-pensamento negativas, corta elos negativos, e energiza os chakras com prana(energia) limpa, as dores desapareceram e o casamento de anos também. De 2012 pra cá vivo uma vida mais consciente do poder das energias e como isso pode afetar as funções dos nossos centros de energias ou Chakras. Medito e me higienizo energeticamente frequentemente através do Pranic Healing”, conta.

O despertar holístico é importante, mas cada um leva um tempo para tê-lo e, muitas vezes, até não tem


“Cada um vai despertar para este olhar de acordo com a sua maturidade. Mas nós, terapeutas holísticos, podemos incentivar à medida que falamos sobre a possibilidade de tratarmos as questões físicas e emocionais numa perspectiva diferente das quais nos foram ensinadas desde sempre. Quanto mais pessoas, que tem esse conhecimento, mostrarem as inúmeras possibilidades de cura, através do olhar completo do Ser, e os exemplos de pessoas que conseguiram sanar suas questões através de terapias integrativas, holísticas, complementares, enfim, estamos incentivando, informando, estimulando, e animando que outras pessoas também despertem. Principalmente aguçando a curiosidade e trazendo mais pessoas a experimentar as técnicas holísticas e validarem as transformações por experiencia própria. Este é um ensinamento de Mestres como Yogananda e de Mestre Choa Kok Sui, engenheiro químico, cientista, que sistematizou o Pranic Healing (ou Cura Prânica) e testou durante mais de 30 anos de trabalho: a estimular que as pessoas testem, validem por elas mesmas e não por ouvir o relato de alguém ou de algum Mestre”, enfatiza.

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Andréa enxerga que seu propósito de vida é ajudar as pessoas e que isso é possível com as diversas terapias holísticas que trabalha: Constelação Familiar, Alinhamento Energético Fogo Sagrado, Reiki, Tarot Terapêutico


“Através do conhecimento e treinamento de técnicas que nos possibilitam manipular, sentir, perceber e avaliar as energias. Com o tempo vamos aprimorando essa habilidade e sensibilidade para perceber as energias sutis. Essas habilidades são comuns a todos! Mas nem todos estão conscientes disso. Requer autodesenvolvimentos através da meditação, observação, compreensão, intuição e sintonia. Existem várias técnicas capazes de trabalhar e melhorar as energias sutis dos pacientes. A que eu mais utilizo com a função de limpeza energética de aura e chakras é o Pranic Healing, onde através das ferramentas desta técnica é possível medir com as mãos a quantidade de energias mal qualificadas, forma pensamento negativo e elementais negativos (que são “parasitas” energéticos conscientes) de cada chakra, órgãos e qualquer estrutura do corpo. Também é possível medir a ativação de cada chakra, e entender se será preciso inibir ou potencializar a função dele, e se há conexões negativas, ou elos negativos com situações e pessoas e cortar estes elos. Energizando, equilibrando os chakras e consequentemente todas as funções deles. No Pranic Healing há protocolos específicos para tratar desde questões físicas e emocionais. Como estamos trabalhando os corpos de energia, não há necessidade de tocar no paciente e nem do paciente e terapeuta estarem no mesmo ambiente. No mesmo atendimento ouvimos as queixas dos pacientes e orientamos tarefas, meditações, novas percepções possíveis, buscando educar o olhar para a auto responsabilidade da sua cura e no olhar a vida”, finaliza.